Emoções, Emprego e Empregabilidade: um Trio que anda junto

Emoções, emprego e empregabilidade, o que significa cada um.  

Você já parou para pensar que suas emoções podem impactar sua empregabilidade e seu emprego? Incrível isso, não? Pois é. Leia esse artigo até o final e entenda como isso acontece! São apenas alguns minutos que vão trazer uma outra luz para sua vida profissional!

Vamos primeiro entender melhor o que se entende por emoções, emprego e empregabilidade. 

EMOÇÃO

A etimologia da palavra emoção indica que ela tem origem no latim, na palavra ex movere, que significa “mover para fora” ou “afastar-se”. Esse significado demonstra a reação natural às emoções.

Assim, emoção é uma sensação física e emocional provocada por algum estímulo. É a emoção que leva uma pessoa a reagir diante de um acontecimento. De acordo com a emoção vivida podem acontecer reações físicas como alteração da respiração, choro, vermelhidão e tremores.

As emoções de raiva, medo, alegria e tristeza são consideradas básicas e ligadas ao instinto de sobrevivência. Mas cada pessoa pode sentir as emoções de uma forma diferente ou mesmo uma mistura de emoções.

EMPREGO 

O emprego é propiciado pela empresa. Normalmente identifica-se que uma pessoa tem um emprego quando ela ocupa um cargo, disponibilizado pela empresa. Podemos dizer que uma empresa oferece muito ou pouco empregos para uma coletividade. Também é comum afirmar que a pessoa ficou muito ou pouco em um determinado emprego.

EMPREGABILIDADE

É a condição daquele que, ajustado às contínuas mudanças no mundo do trabalho, está apto a nele permanecer.  Está relacionada às pessoas e não à empresa. Independentemente do emprego que possui, a pessoa pode ser mais ou menos empregável, pode estar mais ou menos apta a ocupar diferentes cargos em uma ou várias organizações. 

O conceito de empregabilidade resulta das novas relações de trabalho, derivadas da busca pela competitividade global. As relações de emprego estáveis deixam de existir. Para ter trabalho, não basta dedicar-se à carreira dentro de uma empresa. É preciso pensar em uma carreira em um mercado de trabalho, ou seja, é necessário ser alguém empregável.  É, então, a habilidade de ter e manter um emprego, esteja ele onde estiver.

O Trio em Ação

As emoções do ser humano estão presentes em cada ato e em todas as ações empreendidas de forma isolada ou conjunta. Podem ser uma fonte de produtividade e de crescimento, assim como de acomodação, paralisação e queda de desempenho.

Alegria, ansiedade, medo e prazer interferem na produtividade de formas diferenciadas, portanto, na empregabilidade. Se alguém sente medo de uma determinada tarefa e não se desenvolve nela, sua empregabilidade será menor do que outros que sentem alegria ao fazê-la. 

Deixe eu contar meu exemplo: eu sinto uma certa repulsa ao cheiro da cebola, do alho e das carnes cruas em geral, que me afastam totalmente da competência de cozinhar. Essa emoção me impossibilita de buscar um emprego em um restaurante como cozinheira. Não sou uma pessoa empregável nessa área.

Por outro lado, eu sinto muita alegria e prazer falando para várias pessoas e ensinando, o que me impulsionou a fazer mestrado e doutorado e ser professora, tornando-me empregável em muitas universidades e solicitada para treinamentos e palestras por várias empresas. 

Continuando os exemplos, imaginem o resultado de uma pessoa muito ansiosa em um laboratório de análises minuciosas e demoradas, ou ainda uma pessoa profundamente sensível à dor do outro, que fica triste com o sofrimento, trabalhar em uma UTI de doentes terminais. Além da produtividade ser muito baixa, a motivação também o seria. 

Como se resolve esse impasse? Primeiro tendo consciência das próprias emoções, uma vez que cabe à cada pessoa ser responsável pelas próprias emoções, reconhecendo-as e administrando-as, de forma a ser um profissional que potencialize seu desempenho. Além disso, ao reconhecê-las, fazer escolhas certas, alinhando sua necessidade de emprego e empregabilidade, com o que dizem suas emoções.

Mas, se você é líder, além de cuidar das suas emoções, precisa ter uma percepção bastante clara das características emocionais do seu time e saber influenciá-las, na medida do possível, frente às necessidades de resultado da empresa. Seu entusiasmo pode influenciar o entusiasmo da equipe, assim como seu mau humor, o mau humor da equipe, gerando em um caso maior produtividade e no outro menor desempenho.

As emoções afetam o comportamento dos profissionais no desempenho do seu papel nas organizações (no emprego) e, da mesma forma, os papéis que os indivíduos assumem nas organizações (ao cargo que ocupam) afetam suas emoções.

Para discutir essas questões, é importante identificar, em primeiro lugar, como as pessoas enxergam seu trabalho, ou seja, identificar se existe ou não alguma emoção em relação ao trabalho propriamente dito, uma vez que o posicionamento frente à atividade que se realiza pode gerar apatia ou entusiasmo. 

Essa diferença de posturas relaciona-se ao conceito de Trabalho Significativo, responsável por impulsionar ou não o profissional a colocar seu potencial produtivo na tarefa que executa. O significado que o trabalho representa faz toda diferença, porque impacta diretamente as emoções. Se eu percebo significado em fazer um trabalho de cura para animais, então alegria, prazer estarão presentes e minha empregabilidade não será questionada em uma clínica dedicada a esse fim, por exemplo.

Entende-se, então, por trabalho significativo, aquele que, de alguma forma está ligado aos objetivos de vida de quem o executa, ou seja, aquele cujo conteúdo represente algo de valor, que acrescente e contribua para o Universo.

Essa conexão não é observada pela maioria das pessoas, seja porque nunca se questionaram sobre seus objetivos de vida, seja porque só trabalham por uma questão de sustento. Dessa forma, não percebem o trabalho como algo significativo.

Outro aspecto que destrói o significado do trabalho é o exercício de tarefas rotineiras, sem vínculo com os resultados da empresa, uma vez que nada acrescentam, havendo dificuldade em se perceber sua importância. Os sentimentos que existem por um trabalho não significativo, produzidos a partir das emoções e, neste caso, pela ausência delas, é de apatia, desânimo e desmotivação. Aqui vemos o emprego influenciando as emoções que, por sua vez, afetam a empregabilidade.

Esses sentimentos podem dominar as pessoas por anos a fio, sem que haja uma tomada de consciência, nem individual, nem por parte das lideranças, da causa real da baixa produtividade.

Para o profissional, a apatia e a desmotivação geram queda de energia e uma “quase morte”, uma vez que é no trabalho que se passa a maior parte do tempo. A pessoa perde o prazer e a alegria de viver e a vida como um todo fica influenciada por essa apatia.

Outra possível consequência da ausência de significado no trabalho é a da canalização da energia e do potencial humano para outras áreas/atividades. O corpo físico fica na empresa, realiza as atividades por obrigação e sem comprometimento, enquanto a energia criadora fica dissociada do trabalho.

O antídoto para tudo isso é a capacidade que podemos desenvolver de conhecer a nós mesmos. Ou seja, cabe aos profissionais vivenciarem seu potencial humano, adquirindo autoconhecimento, autoconsciência, lidando e administrando suas emoções. Essa questão é ainda mais importante quando se fala em líderes, uma vez que conduzem equipes e seu equilíbrio e saúde emocional estabelecem o ponto chave para que percebam o conteúdo emocional da sua equipe e consigam construir e chegar aos resultados esperados em conjunto com um time motivado, integrado e produtivo.

AUTOCONHECIMENTO COMO BASE

O ser humano é sistêmico, havendo uma influência recíproca entre mente, corpo e emoções: se uma pessoa está deprimida, com pensamentos de impotência e fracasso, seu corpo também demonstra uma atitude deprimida, com mobilidade e respiração reduzidas.

Sendo assim, alguém que não percebe seu trabalho como significativo e sente-se deprimido, fisicamente passará a ter cada vez menos energia vital para realizá-lo e seu corpo será a grande testemunha, realizando movimentos vagarosos, sem iniciativa e vigor. Por vezes, é possível diagnosticar pessoas que não enxergam seu trabalho como significativo, apenas fazendo uma análise da sua postura.

A alegria, sentida de forma tão natural pelas crianças, na maioria das vezes, é inexistente nas organizações, uma vez que os profissionais se sentem sobrecarregados, com preocupações, ansiedade e responsabilidades.

Por que isso acontece? Por vários motivos, mas vou citar um caso real. – Estive com um executivo de uma empresa brasileira, que me dizia ser toda sua vida uma tarefa sem fim e que não conseguia sentir prazer no que faz, porque sempre deve estar “trabalhando” e trabalho não é alegria, nem prazer, trabalho é obrigação.

Segundo Lowen, um psicólogo muito conhecido da Bionergética, a alegria é obtida através de duas qualidades presentes na infância: liberdade e inocência. Liberdade é ter o “direito de ir em busca da própria felicidade ou alegria de viver”. No profissional acima descrito, faltava exatamente isso, a alegria pela falta de liberdade. Por que isso acontece? Porque se confunde a busca dessa felicidade com o que é socialmente considerado mais adequado. Pela falta de sabermos o que realmente queremos, ficamos presos às expectativas de outros e perdemos nossa liberdade de escolha.

Assim, na vida profissional escolhe-se a formação, o ramo de atividade onde se vai trabalhar, a empresa, o trabalho, o emprego. Sem ter conhecimento das reais necessidades e vontade, é possível que essas escolhas sejam feitas tomando-se como base o “socialmente correto”, “o que dá mais dinheiro”, “a única opção do momento e, como consequência, o profissional torna-se “preso” a responsabilidades que se tornam pesadas, perdendo a alegria e o prazer de executá-las. Pode se tornar medíocre e pouco ou quase nada empregável.

É aqui que entra a importância da autopercepção e da autoconsciência, pois podem tornar nossas escolhas mais claras, dando-nos a possibilidade de buscar, em termos profissionais, a conexão entre nossas emoções e as buscas profissionais. 

Uma das dificuldades para isso é que na nossa cultura temos a tendência de reprimir as emoções, a tal ponto de não mais senti-las. Esse bloqueio resulta em um estado de redução de vitalidade, ou seja, uma pessoa que bloqueia suas emoções não se lança a desafios, não se motiva, nem consegue vibrar com resultados positivos.

Para as organizações, a perda de emoções é desastrosa, porque gera pessoas acomodadas, sem “tônus”. Já dizia Roberto Carlos, “… o importante é que emoções eu vivi”. Por outro lado, profissionais que não têm domínio sobre suas emoções, também são nocivos às organizações, já que podem ter explosões e sequestros emocionais na hora errada, com a pessoa errada e da maneira errada, por vezes sendo responsáveis pela perda do emprego.

O autoconhecimento é um instrumento poderoso para qualquer profissional que pretenda crescer e ter um bom desempenho, assim como “ser” um ser humano com saúde física, mental e emocional.

E aí vem a pergunta: como eu faço para me conhecer melhor? Um dos caminhos que considero o melhor, pelo menos para mim foi e é, chama-se Eneagrama, uma sabedoria muito antiga que, trazida para a modernidade deu origem ao que se conhece como Eneagrama das Personalidades, uma ferramenta que nos permite entender mais profundamente nossas características, nossas forças e fraquezas, vícios emocionais e modelos mentais.

Essa ferramenta foi fundamental para eu entender como e porque sou tão exigente e a consequência dessa exigência para a liderança dos meus colaboradores. Entendi que tenho prazer em trabalhar e nem todos sentem o mesmo. Ou seja, aqui foram apenas alguns “pitacos” que fizeram e fazem com que eu me observe continuamente, perceba minhas emoções e meus modelos mentais, que, por vezes ajudam e por outras atrapalham. A diferença é que, na medida que eu os reconheço, posso lidar com eles de acordo com a minha escolha. Quando não são conhecidos, acabam nos dominando, com consequências nem sempre agradáveis.

Então, se você considera que está precisando: 

  • ampliar seu autoconhecimento,
  • enriquecer sua empregabilidade,
  • entender melhor suas emoções,
  • saber quais funções são mais alinhadas à sua personalidade.

Converse comigo, marque aqui sua consulta gratuita e juntos encontraremos o melhor caminho para seu desenvolvimento. 

Grande abraço,

Fátima Motta

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