Emoções, produtividade e comprometimento

 

Você sabe que as emoções são grandes aliadas para o aumento do desempenho e produtividade? Quem já não ouviu falar que quando o time de futebol ganha, trabalha mais e melhor, com mais vontade e paixão? Por outro lado, quando o time de futebol perde, o desempenho e a produtividade vão lá para o chão, não é assim?

Além disso, dependendo da emoção que temos pelo próprio trabalho, há maior ou menor comprometimento. Pessoas sem a capacidade de sentir emoção pelo trabalho, seja por falta de estímulos, seja por não se identificarem com ele, não vibram, não se envolvem de fato e, em última instância, ficam no limite mínimo esperado. 

Se, por outro lado, as emoções que se sentem pelo trabalho são positivas como alegria, entusiasmo, amor, entre outras, o comprometimento, o “vestir a camisa”, o trabalhar com gosto são ações naturais e não forçadas.

Bom, mas como conseguir tudo isso? 

Segundo vários estudiosos, entre eles Judith Bardwick, que escreveu um Livro chamado Perigo na Zona de Conforto e Daniel Goleman, muito conhecido pelo livro Inteligência Emocional, afirmam que trabalhar as emoções é o grande fator que pode melhorar substancialmente o desempenho, a produtividade e o comprometimento da equipe. 

O interessante é que a proposta de Bardwick para eliminar a zona de conforto, passa por duas emoções básicas para qualquer ser humano: medo e ansiedade.

Imagino que você se lembre do nível de ansiedade que ficava quando esperava por um telefonema… hoje, talvez um whatsapp, de um amor… Eu sei as borboletas no estômago que sinto, momentos antes de dar aula. O padrão respiratório fica mais rápido e a isso chamamos de ansiedade. 

É essa ansiedade que faz com que nos movimentemos em direção àquilo que queremos. No caso da mensagem, respondemos com toda motivação e, no caso da aula, dou o meu melhor para os alunos. 

Por outro lado, se a ansiedade é muito grande e gera medo, o resultado é uma “trava” tão grande, que não se consegue fazer nada.  Já a ausência total da ansiedade pode levar a um estado de adaptação e conformismo. A zona de conforto gera baixo grau de ansiedade e vida segura demais, ocasionando baixa produtividade e, pela busca de proteção constante, os riscos são evitados.

O excesso de ansiedade dá a sensação de não se ter controle sobre o que está acontecendo, desencadeando o medo e, consequentemente, a paralisia.

Então, quando a ansiedade é muito baixa ou muito elevada, a produtividade cai.

Numa situação de baixa ansiedade tem-se a zona de conforto e na situação de elevada ansiedade, tem-se o medo, que também faz com que a produtividade caia. Qual a saída? É ter a ansiedade controlada em uma situação intermediária, onde se chega ao real ganho, quando, aí sim, tem-se uma produtividade elevada e um real comprometimento. 

O que vejo hoje é que muitas pessoas sentem medo (de serem desligadas, de não serem mais adequadas, entre outros), ou ainda a organização, através das lideranças, pode passar mensagens diretas e indiretas que gerem medo. 

O medo sufoca a produtividade e piora a qualidade das decisões, uma vez que as pessoas se tornam preocupadas apenas com elas mesmas, acham que tudo e todos estão contra elas, defendem seu território, ficam céticas e políticas, negam os problemas, preocupam-se com coisas menores e apresentam padrões de comportamento inconsistente. Tendem, então a apresentar o comportamento esperado, buscando autoproteção, segurança e se escondem na hierarquia.

Para colocar a organização no nível de ganho, o líder deve perceber o estado emocional da equipe e, através de algumas ações, aumentar ou diminuir a ansiedade/medo, ou seja;

  • Colocar as pessoas em um nível médio de risco (aumentando a pressão e com isso a ansiedade, se estiverem na zona de conforto e, diminuindo, se estiverem no Medo). 
  • Apoiar seus esforços (diminuindo a ansiedade) 
  • Delegar poder (aumentando a responsabilidade e o significado do trabalho) 
  • Avaliar os desempenhos (aumentando a responsabilidade e o significado do trabalho) 
  • Aumentar a visibilidade e a pressão dos companheiros 
  • Recompensar com diferenciação, aumentando condicionalmente 
  • Demitir quando não houver desempenho 
  • Criar competição 
  • Criar uma meritocracia, onde todos podem crescer em função do mérito.

Assim, a liderança cumpre seu papel que está presente na sua habilidade humana, na paixão, crença e entusiasmo que tem pelo objetivo a ser alcançado, na capacidade de comunicar e de inspirar a equipe, levando em consideração os sentimentos, potencialidades e dificuldades de cada elemento. 

É o líder que tem a capacidade de ouvir, curar e integrar, de conduzir, preparar e defender cada profissional que esteja no time, tendo valores como honestidade e respeito como base para estabelecer uma transformação. 

É conseguir a sabedoria emocional, que está no desenvolvimento de uma autoconsciência e autoconceito, que permitem um tal autoconhecimento capaz de desenvolver a coragem de lutar pelo alcance de seus sonhos, de reconhecer e administrar as próprias emoções, assim como perceber o conteúdo emocional da equipe e direciona-lo para que os resultados sejam alcançados com alegria e prazer.

Com essas características, o líder é uma figura central para entender e canalizar as emoções e transformá-las em energia para comprometimento, criação e desenvolvimento.

O que se observa é que melhorar a produtividade de uma empresa passa por questões mais amplas do que as meramente técnicas. Questões emocionais e formas de enxergar o trabalho interferem de maneira bastante profunda na produtividade. 

O líder que consegue entender e viver plenamente seu potencial humano desenvolve a competência de perceber sua equipe, administrá-la e lidar com o que tem atrás da simples execução de uma tarefa/projeto. 

Trabalha o ser humano que habita cada profissional, reconhecendo suas emoções, dificuldades e busca tornar cada desafio uma forma de estar em contato com a alegria de viver, de produzir e criar. Para isso, sai de uma postura individualista e egocêntrica, reconhece seu próprio trabalho como significativo e valoriza cada elemento da equipe, favorecendo o surgimento de emoções que impulsionam a produtividade.  

Saiba mais sobre as Emoções e a Produtividade.

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Um abraço

Fátima Motta

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