Você influencia mais do que imagina: o poder silencioso das nossas atitudes no ambiente de trabalho

Em conversas formais e informais que tenho com líderes, uma preocupação está bastante presente: a capacidade de influenciar sem ser coercitivo e, ao mesmo tempo, vencer a influência negativa que alguns colaboradores têm sobre outros, sobrepujando a intenção da liderança.

Comentam das reclamações que começam em uma pessoa e escoam para o grupo inteiro, gerando desmotivação. Você já observou como isso acontece facilmente no cotidiano do trabalho?

Por outro lado, um simples “bom dia” pode mudar o tom de uma reunião. Um sorriso, um olhar, uma palavra bem colocados geram entusiasmo e inspiram.

O que acontece é que a influência social se apresenta não apenas nos discursos eloquentes ou nos cargos de liderança, mas todos os dias, no silêncio das atitudes de colaboradores e até de influenciadores sociais.

No ambiente profissional, onde decisões, emoções e egos se entrelaçam, a forma como cada profissional age pode ser mais transformadora do que qualquer plano estratégico.

Somos constantemente impactados, e impactamos os outros, mesmo sem perceber.
➤ Uma piada fora de hora pode silenciar uma ideia brilhante.
➤ Uma escuta genuína pode salvar o dia de alguém.
➤ Um gesto de cuidado pode inspirar uma cultura inteira.

A influência mais profunda não é a que força, manipula ou convence. É a que inspira. O perigo é inspirar negativamente.

Portanto, o que se deve buscar e estimular é a influência que acontece quando a coerência com os valores e propósito prevalece. Quando a presença gera segurança. Quando a fala é ponte — não muro.

É muito fácil pensar que só líderes formais têm esse “poder”. Mas a verdade é que todos nós influenciamos o ambiente ao nosso redor. Seja pela forma como reagimos às pressões, como tratamos as pessoas ou como escolhemos resolver conflitos.

A consciência que se precisa disseminar na empresa e se ter pessoalmente é que, quem está num time, numa empresa, numa comunidade… está influenciando. A pergunta que fica é: como?

Segue, então uma reflexão para você que está lendo esse artigo. Será que sua presença soma ou suga? Será que seu silêncio protege ou oprime? Será que sua autenticidade inspira ou impõe?

Não subestime o impacto de ser alguém que acolhe, que escuta, que propõe, que colabora. Muitas vezes, o que muda o rumo de uma equipe não é só o líder, mas de qualquer pessoa que escolhe fazer diferente.

Como você tem influenciado as pessoas à sua volta?

 

Dra. Profa. Fátima Motta

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