Como entender as diferenças na liderança

Você já se perguntou por que pensa, sente e age da forma que pensa, sente e age?

 

Quando você vê líderes agindo e decidindo de formas diferentes, pergunta-se qual o motivo dessa diferença?

 

Entende o motivo que leva algumas pessoas a serem totalmente ilógicas (segundo o seu jeito de pensar)?

 

Eu comecei a entender um pouco mais sobre isso quando fui apresentada ao Eneagrama, sistema complexo de desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional, assunto sobre o que já escrevi no artigo Como o Eneagrama potencializa seu desenvolvimento profissional

 

Segundo o eneagrama há pessoas cujo principal centro que comanda a personalidade é o instintivo, ou seja, as sensações mais físicas e primárias do ser humano. Há outros cujo principal centro é o emocional e outros cujo principal centro é o mental.

 

Pense um pouco: quando acontece algo de bom ou de difícil na sua vida você responde instintivamente, emociona-se e age pela emoção ou pensa antes de agir?

 

Esse é um bom começo para buscar seu autoconhecimento e ter mais consciência de si. Às vezes pode ser difícil responder a essa pergunta porque temos dificuldade de olhar para nós mesmos, o que é natural, dada distância que temos de nós se comparada à proximidade que temos com o mundo externo. Nosso olhar é sempre externo e muito dificilmente volta-se para o interno. Mas, de qualquer forma, voltemos ao nosso exercício.

 

O instinto leva a respostas mais voltadas à preservação, auto preservação, saciedade, nutrição, cuidado, entre outros. A emoção leva a respostas onde o que sentimos vem em primeiro lugar como amor, ansiedade, alegria, tristeza, ciúmes, inveja e medo, por exemplo. A mente baseia-se no raciocínio lógico, analítico, intelectualizado.

 

O Eneagrama, então, explica que os tipos 8,9 e 1 são institntivos, os tipos 2, 3 e 4 são emocionais e os tipos 5,6 e 7 mentais.

 

Apenas como ilustração e para que você comece a se entender um pouco melhor, vou dar um exemplo, ilustrando de forma genérica como cada um dos tipos poderia reagir, sem ter sua consciência ampliada. O exemplo é sobre a forma de reação de cada um dos tipos ao se deparar  com um pedido de demissão inesperado. Vamos lá entender um pouco mais….

 

O tipo 8, conhecido como Patrão, pode se sentir traído pela postura do seu colaborador, como se seu poder de liderança estivesse sendo questionado. Demonstraria instintivamente toda sua raiva, seja através da fala agressiva ou de um ato mais intimidativo.

 

O tipo 9, conhecido como Mediador, instintivamente entenderia o que será melhor para o colaborador  e o ajudaria a se demitir da melhor forma possível, sem pensar nos possíveis problemas que terá que enfrentar com a sua perda.

 

O tipo 1, o Perfeccionista, provavelmente iria se ater às normas e procedimentos relacionados à demissão, cumprindo acima de tudo com a lei, mesmo que, instintivamente, sendo acometido por uma raiva imensa pela postura “antiética” do colaborador, mas contem sua raiva e trata do problema de maneira absolutamente impessoal.

 

O tipo 2 , o Doador, sentiria que não foi reconhecido como líder e uma grande decepção e tristeza poderiam acometer seu ser.  Já o tipo 3, o Desempenhador, passaria o problema para outra pessoa resolver, assumindo o trabalho que antes era do colaborador para si e tentaria passar por cima do fato o mais rapidamente possível, concentrando-se no resultado a obter.

 

O tipo 4, o Romântico, ficaria talvez com inveja da coragem do colaborador que conseguiu romper com o trabalho, sentindo-se, talvez, um pouco diminuído no seu papel de líder. Pensaria em algo criativo e diferente para chamar a atenção da sua equipe e mostrar ao colaborador o que está perdendo ao deixá-lo.

 

O tipo 5, o Observador, planejaria a melhor forma estratégica de redistribuição dos trabalhos, redefiniria o perfil do próximo candidato a partir da análise racional e lógica da demissão do colaborador.

 

O tipo 6, o Cético Leal, sentiria algumas preocupações talvez infundadas: E se os outros colaboradores  estiverem insatisfeitos e pedirem também demissão? E se a diretora congelar a vaga? E se acharem que o incompetente sou eu? Faria, então, um plano para se precaver de todos esses possíveis problemas.

 

O tipo 7, o Epicurista, por sua vez, talvez pense que trocar de emprego é ótimo, que o colaborador ficará muito mais interessante e a amizade continua. Quem sabe não se encontrem em outra empresa futuramente? Rapidamente o tipo 7 reestruturaria a equipe e veria toda essa situação como um obstáculo a ser transposto, como acontece nos games e diversões. “ Faz parte!”

 

Você talvez esteja pensando… eu me vejo um pouco em cada um…. É verdade…. Porque cada um de nós tem uma parte dessas personalidades, mas há sempre uma que está no comando.

 

Observe-se e procure se auto perceber. Esse é um bom começo para que, ao observar que existem formas diferentes de lidar com uma situação, você possa reconhecer inicialmente as diferenças, sem, no entanto, julgá-las. Esse é o primeiro passo. Espere para conhecer os outros.

 

Um Abraço

Profa. Dra. Fátima Motta

 

 

 

 

 

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